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Mostrando postagens de outubro, 2010

Metafísica

Poesia é som que ecoa adentro É a voz que brada forte e grita Não toma proporções tangíveis Afora, jamais se materializa Não quer transformar-se em ondas Para fatalmente minguar-se em física Existe feito o vento brando, leve brisa... Sopro repentino de inspiração e sentimento Como todo advento estranho, desconhecido Onipresença real inegavelmente sentida Opaca à ignorância dos céticos e cínicos Temida por sua serenidade excêntrica e convicta Certa apenas para aqueles que nela acreditam Esses afortunados, execrados, proscritos Detentores de fé invejável que ficam, fincam o pé E em sua crença fitam seu olhar autista, paralítico Poesia é representação ilógica desta proposta infinda Nunca pretende vir a ser para perdurar na busca exaustiva É a forma ideal, final, mas inconclusiva É a melhor maneira de se encarnar a vida

Prévia da capa do livro Todos os Sentidos

Já está quase tudo pronto para a publicação do meu segundo livro - Todos os Sentidos . Ele será lançado em parceria com a editora Biblioteca24x7 Seven System International , localizada na cidade de São Paulo, e amigos. Dentre estas pessoas, quero agradecer especialmente à Jhanifer Susan I. de Oliveira, pintora e escritora, também publicada pelo concurso Ministério da Poesia 2009, com o livro Insolicitudes teve a gentileza de colaborar com o quadro ao lado exclusivamente para capa do meu livro. Outros trabalhos de Susan no seu blog http://www.meninadepoa.blogspot.com/ Obrigado Susan Bjo ;-)

Gosta de mim

-Gosta de mim! Está tudo tão claro Está tudo tão certo... Não haverá o próximo segundo Após o seu segundo gesto, juntos Em momentos sublimes, repletos de silêncio oportuno Abraços apertados, olhares estáticos, mútuos Dedos emaranhados, confusos, aconchego Rostos colados, carinhos e afetos. Entremeio esse tempo difuso e imersível Flutuamos livres, absortos, absolvidos Desapercebidos, desavisados, atentos somente Às palavras deixadas no vento, ao léu, cravadas no caule Das árvores, pinchadas nos muros das cidades Descidas das nuvens do céu da boca Caindo como chuva doce no hálito quente Pousando obliquamente ao pé do ouvido Tímidas, reticentes dos movimentos sentidos Nos sorrisos singelos dos lábios umedecidos Línguas traduzidas em atos e medidas Discretas, sutis, exatas de bom senso (...) -Gosta de mim!