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Pequeno Notável, Programa Papo Literário, TV CEARÁ

Olá, Amigos novamente tive um poema recitado pela TV Ceará. Assistam abaixo. Abraço a todos. Pequeno Notável Só existo quando apareço aos seus olhos Breve momento gratificante que me faz Acreditar que sou algo além, algo mais Daquilo que consigo, do que me mostro Daquilo que não basta, que não satisfaz Quando sua atenção se desvia Aquele breve momento se desfaz Aquela forma morta se modifica Para algo além da vida Para algo além do mais...

Isto Posto

A quem eu quero enganar?... O trânsito, o engarrafamento, o stress, os eventos O fashion, a crise econômica do momento A política, a corrupção, a falência humana A tradição moral decrépita, fútil e decadente A extinção preeminente da vida orgânica As guerras e a paz aparente. Se vai fazer sol, se vai chover. ou se vai trovejar Os dias seguem arrastados, maçantes, iguais... Quanto a mim, sou essa redução de estômago Vinculado à insignificância do meu decorrer À ridícula idiossincrasia que somente eu Nesta vida, em todo o universo, vou desconhecer E comigo, ao meu lado, o todo que me excede Vai putrificar, definhar e inevitavelmente perecer Na intransponibilidade silente de seu próprio ser

Desarme

O mundo te me mostra de maneira injusta Como de praxe, vulgar e diurna. Contrária às estátuas exuberantes absurdas Tua proximidade expõe outras rachaduras Nem a obscuridade da vaidade mais humana Nem qualquer outro entorpecente me engana. Perto de ti, mais seguro me sinto, mas indefeso … Te abraço num sorriso, te recebo num beijo És tu agora, junto comigo, invulnerável paixão Infinito amparo para minha mutante perfeição

PAPO LITERÁRIO, TV CEARÁ

Olá, amigos recentemente tive a felicidade de ter um poema declamado na TV Ceará, programa Papo Literário. O poema chama-se "Um ponto de eternidade" do livro "Impressões". Confiram no link abaixo: Um Ponto de Eternidade Enquanto seu cabelo me cobrir Enquanto seu cheiro me perfumar Cada minuto será um sonho A se realizar... Enquanto você sorrir Enquanto me beijar E sorrir e beijar Ao mesmo tempo, impensado Será teu! Meu tempo, meu espaço Todo momento, em todo lugar... Você é um instante fora daqui Fora da circunfluência sem fim Um ponto que me tange Num ponto de eternidade... ________________________________________________________________________ Abraço a todos

Horas Mortas

TIC-TAC, TIC-TAC, TIC-TAC Caminha, incansável, o ponteiro de segundos Rumando sempre para a mesma estação Marcando, passo a pequeno passo, o vazio Das horas mortas de sofreguidão TIC-TAC, TIC-TAC, TIC-TAC Comedindo o tempo esgotado Barulha a mecânica existencial Mas a máquina, de fato, não existe Apenas o tempo retilíneo é real

Soneto do Rei Álacre

Alguns anseiam construir império Outros contentam estar no mesmo Sobretudo mais presunçoso sou eu Que, supremo, por estas linhas, reino Minha vaidade está completa Minha ambição foi satisfeita Fui rei tirano, fidalgo e plebeu Soem, o choro, as trombetas! Aqui sou autoridade unívoca Soberbo, soberano me sei bem A leveza da expressão, exerço Livre por arbítrio da palavra, porém Escrevo, feliz, estes versos Sem nunca subjugar ninguém

Não me entendas

Te equivocarás! Isto que tu veres É passageiro e fugaz Não me intentas! Aquela paz entusiasta, não verás Indo do indeterminado ao ignoto Em outro estado, já me encontro Exaustivamente pasmo pergunto: - Onde estou?